A viagem para o Pantanal é uma oportunidade de conhecer uma das áreas naturais mais importantes do Brasil e observar de perto a dinâmica de um território marcado pelos ciclos das águas. Ao longo do ano, rios, campos e áreas alagáveis mudam de configuração, enquanto diferentes espécies circulam pela planície em busca de alimento, água e abrigo.
Onças-pintadas, araras, jacarés, capivaras, tuiuiús e tamanduás estão entre os animais que podem ser observados em vida livre. Além da fauna, a experiência passa pela cultura pantaneira, pela gastronomia regional e pelo conhecimento de guias e moradores que acompanham diariamente as mudanças do território.
Com roteiros para diferentes perfis, o Pantanal oferece hospedagens em pousadas, propriedades rurais e lodges localizados próximos às áreas onde acontecem os passeios. Para aproveitar bem tudo isso, vale entender as diferenças entre regiões, épocas e formas de acesso antes de organizar a programação.

Onde fica o Pantanal?
O Pantanal está localizado na região Centro-Oeste do Brasil e ocupa principalmente áreas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A planície pantaneira também se estende por territórios da Bolívia e do Paraguai, formando um sistema natural que ultrapassa as fronteiras brasileiras.
No Brasil, Cuiabá funciona como uma das principais portas de entrada para o Pantanal Norte, enquanto Campo Grande é uma referência importante para quem pretende conhecer o Pantanal Sul.
A região é marcada pelo ciclo natural das águas, que interfere diretamente na paisagem e na distribuição da fauna. Durante os períodos com maior presença de água, campos e áreas mais baixas ficam alagados. Conforme as águas recuam, outros trechos voltam a ficar acessíveis e os animais passam a utilizar o território de maneira diferente.
Para organizar o turismo, também é comum dividir a região entre Pantanal Norte e Pantanal Sul. Cada área possui acessos, cidades-base, hospedagens e possibilidades próprias de roteiro.
Por isso, localizar a região que fará parte da viagem é uma das primeiras etapas do planejamento. Para entender melhor essa distribuição, veja o guia sobre onde fica o Pantanal.
Como fazer uma viagem para o Pantanal?
Planejar uma viagem para o Pantanal exige atenção principalmente às distâncias e às diferentes formas de acesso. O primeiro passo é escolher entre Pantanal Norte e Pantanal Sul, considerando as atividades desejadas, o tempo disponível e a logística de chegada.
O Pantanal Norte é acessado principalmente a partir de Cuiabá. De lá, o trajeto segue para Poconé e para a Transpantaneira, estrada que atravessa propriedades e áreas naturais até a região de Porto Jofre.
No Pantanal Sul, Campo Grande concentra boa parte das chegadas aéreas, enquanto cidades como Miranda, Aquidauana e Corumbá funcionam como referências para diferentes áreas da planície.
Depois da chegada, o roteiro pode incluir traslados por terra e, dependendo da região, deslocamentos de barco. Como parte dos trajetos acontece em estradas rurais, as condições podem variar conforme a época e o nível das águas.
As pousadas e propriedades pantaneiras também participam diretamente da experiência, já que muitas oferecem alimentação, passeios e acompanhamento de guias dentro da própria programação. Dessa forma, hospedagem e logística precisam ser avaliadas em conjunto.
Para organizar aeroportos, estradas e deslocamentos, consulte o conteúdo sobre como chegar no Pantanal.
Por que vale a pena viajar para o Pantanal?
Conhecer o Pantanal permite acompanhar a fauna brasileira em ambientes naturais e compreender como rios, campos, animais e populações locais se relacionam ao longo do ano.
A região abriga espécies como onça-pintada, arara-azul, capivara, tamanduá-bandeira, cervo-do-pantanal, ariranha, tuiuiú e jacaré-do-pantanal. Durante os passeios, os encontros acontecem de acordo com o comportamento natural dos animais e com as condições encontradas em cada área.
Além disso, a paisagem muda conforme o ciclo das águas. Em determinados períodos, os campos recebem água e os percursos fluviais ganham maior destaque. Em outros momentos, áreas terrestres ficam mais acessíveis e ampliam as possibilidades para safáris, caminhadas e cavalgadas.
A cultura também acompanha essa experiência. Gastronomia, pesca, vida nas propriedades, presença do cavalo e conhecimentos compartilhados por guias e moradores apresentam outras dimensões do território pantaneiro.
Assim, uma viagem pode reunir fotografia, observação da fauna, atividades ao ar livre e contato com práticas culturais da região ao longo do mesmo roteiro.
Qual a melhor época para uma viagem para o Pantanal?
A melhor época para fazer uma viagem para o Pantanal depende das experiências que terão prioridade no roteiro. O ciclo das águas interfere nos acessos, na paisagem, nas atividades disponíveis e na distribuição dos animais, criando condições diferentes ao longo do ano.
De maneira geral, os períodos mais secos favorecem determinados deslocamentos terrestres e ganham destaque nos roteiros voltados à observação da fauna. Já os meses com maior presença de água apresentam campos alagados e condições próprias para atividades fluviais.
Entretanto, o ciclo hidrológico apresenta diferenças entre o Pantanal Norte e o Pantanal Sul. Além disso, a intensidade das chuvas e das cheias varia entre os anos. Por isso, os períodos abaixo funcionam como referência para compreender as principais características de cada fase.
Janeiro e fevereiro
Viajar para o Pantanal em janeiro ou fevereiro significa encontrar diferentes áreas sob influência da estação chuvosa. Nessa fase, a presença da água aumenta progressivamente e modifica campos, rios e ambientes alagáveis.
Com isso, os passeios de barco ganham relevância em regiões onde as condições permitem a navegação. A observação de aves, jacarés, peixes e outras espécies associadas aos ambientes aquáticos também acompanha essa transformação da paisagem.
As temperaturas permanecem elevadas durante boa parte do período e a umidade ganha maior presença na rotina dos passeios. Ao mesmo tempo, alguns acessos terrestres podem apresentar condições diferentes conforme a propriedade e o volume de chuva acumulado.
As hospedagens adaptam suas atividades ao regime das águas e orientam os visitantes sobre os percursos disponíveis em cada área. Dessa forma, a programação acompanha as condições encontradas no período.
Para quem deseja observar o Pantanal com maior presença de água, janeiro e fevereiro apresentam paisagens características e ajudam a compreender a influência das chuvas sobre o território.
Março e abril
Março e abril ainda preservam características do período chuvoso em diferentes regiões, enquanto algumas áreas começam gradualmente a entrar em outras fases do ciclo das águas.
A vegetação costuma apresentar tons mais verdes, e rios, lagoas e campos podem continuar com presença significativa de água. Nesse contexto, passeios fluviais permanecem entre as possibilidades, enquanto alguns percursos terrestres começam a apresentar novas condições de acesso.
A fauna continua ativa e pode ser observada durante navegações, safáris e atividades realizadas nas propriedades. Aves e répteis também aparecem com frequência nos ambientes próximos à água.
Além disso, a transição entre períodos modifica gradualmente os trajetos disponíveis. Como os ciclos não seguem exatamente o mesmo calendário em todo o Pantanal, a programação varia conforme a localização da hospedagem e as condições daquele ano.
Março e abril são, portanto, meses interessantes para acompanhar mudanças na paisagem e combinar diferentes tipos de atividade durante a viagem.
Maio, junho e julho
Entre maio e julho, muitas regiões começam a apresentar condições mais secas, especialmente conforme as águas recuam e novos trechos terrestres ficam acessíveis.
Esse período ganha destaque para quem pretende dedicar boa parte da viagem para o Pantanal à observação dos animais. À medida que a disponibilidade de água muda, diferentes espécies reorganizam seus deslocamentos pelo território.
Araras-azuis, tuiuiús, cervos, capivaras, jacarés e grandes mamíferos podem aparecer durante os percursos. Ao mesmo tempo, safáris terrestres, navegações, cavalgadas e caminhadas passam a compor a programação de diferentes propriedades.
As temperaturas também podem ficar mais agradáveis em determinados momentos, principalmente durante as manhãs e noites. Eventuais entradas de ar frio, conhecidas na região como friagens, podem provocar quedas temporárias de temperatura.
Para fotografia de fauna e atividades terrestres, maio, junho e julho oferecem condições procuradas por muitos viajantes e marcam uma mudança perceptível na paisagem.
Agosto e setembro
Agosto e setembro estão entre os meses mais associados à estação seca em diferentes partes do Pantanal. Com menor presença de água em determinadas áreas, animais passam a utilizar rios, lagoas, corixos e outros pontos disponíveis com maior frequência.
Essa dinâmica favorece a observação da fauna e coloca o período entre os mais procurados por fotógrafos e viajantes interessados em vida silvestre.
No Pantanal Norte, agosto e setembro também ganham destaque nos roteiros voltados à observação da onça-pintada, especialmente nas atividades fluviais realizadas na região de Porto Jofre.
Jacarés, capivaras, cervos, aves e outras espécies podem aparecer durante os mesmos percursos, ampliando as possibilidades de registro. Além disso, a vegetação e os campos assumem características próprias da seca e modificam a leitura da paisagem.
As estradas e trilhas costumam apresentar condições favoráveis para atividades terrestres, enquanto as navegações continuam fazendo parte da programação nos rios utilizados para observação da fauna.
Para quem tem os animais como prioridade, agosto e setembro ocupam uma posição relevante no calendário da viagem.
Outubro, novembro e dezembro
Entre outubro e dezembro, o Pantanal começa a acompanhar a retomada das chuvas em diferentes regiões. Aos poucos, a vegetação responde à maior disponibilidade de água e a paisagem passa por novas mudanças.
Nesse período, atividades terrestres e fluviais continuam acontecendo conforme as condições locais, enquanto pousadas e guias ajustam os percursos de acordo com as chuvas e os acessos.
A movimentação das aves também ganha destaque, e diferentes espécies podem ser observadas nos campos, matas e ambientes próximos à água.
Para fotografia, as alterações na vegetação, no céu e nos níveis de água oferecem novas possibilidades de composição ao longo da estação. Além disso, acompanhar o retorno gradual das chuvas permite perceber outra etapa importante do funcionamento do bioma.
Assim, outubro, novembro e dezembro apresentam uma fase de transição em que as águas começam novamente a modificar os ambientes encontrados durante a viagem.
Quantos dias ficar no Pantanal?
Definir quantos dias ficar no Pantanal depende do ritmo da viagem, da região escolhida e da quantidade de atividades incluídas. Em geral, quatro a seis dias oferecem uma boa margem para distribuir os passeios sem concentrar toda a programação em poucas saídas.
Em quatro dias, por exemplo, é possível combinar experiências como safári terrestre, navegação, focagem noturna e observação da fauna em horários diferentes. Como cada período do dia apresenta uma dinâmica própria, essa distribuição amplia as possibilidades ao longo da estadia.
Com seis dias ou mais, o roteiro ganha espaço para conhecer outras áreas, permanecer mais tempo em campo e acompanhar a movimentação dos animais em condições variadas. Dependendo da programação, também é possível utilizar mais de uma hospedagem durante a viagem.
As distâncias precisam entrar nessa conta. Em alguns roteiros, a chegada à propriedade e a saída para o aeroporto ocupam parte do primeiro e do último dia, principalmente quando a programação avança pela Transpantaneira.
Por isso, reservar uma quantidade adequada de dias ajuda a equilibrar deslocamentos, passeios e períodos livres. Para conhecer outros formatos de roteiro, consulte também o conteúdo sobre passeio ao Pantanal.
O que levar para uma viagem ao Pantanal?
Saber o que levar para uma viagem para o Pantanal ajuda a aproveitar melhor uma programação formada principalmente por atividades ao ar livre. Como os passeios podem acontecer pela manhã, à tarde e à noite, a mala precisa considerar variações de temperatura, exposição ao sol e presença de insetos.
Roupas leves e confortáveis funcionam bem durante grande parte do dia. Além disso, peças de manga longa ajudam na proteção contra o sol e os mosquitos, enquanto calçados fechados são úteis em caminhadas e atividades realizadas em áreas rurais.
Protetor solar, repelente, chapéu ou boné, óculos de sol e garrafa reutilizável também fazem parte de uma preparação prática. Uma pequena mochila pode ajudar a transportar esses itens durante as atividades.
Para quem pretende observar animais, um binóculo amplia a experiência e facilita a visualização de aves e espécies mais distantes. Já fotógrafos podem considerar lentes com maior alcance, baterias extras, cartões de memória e proteção adequada para câmeras e acessórios.
Também vale incluir uma peça para temperaturas mais baixas, já que algumas manhãs e noites podem apresentar mudanças significativas, especialmente durante períodos sujeitos à entrada de massas de ar frio.
Antes da saída, consulte ainda as recomendações da hospedagem ou da operadora, pois a época e as atividades previstas podem exigir itens específicos.
O que fazer no Pantanal?
Quem organiza uma viagem para o Pantanal encontra diferentes formas de conhecer a fauna, os rios, os campos e aspectos da cultura local. Como a paisagem muda ao longo do ano, a programação varia conforme região, condições naturais e período escolhido.
Safáris terrestres, passeios de barco, observação de aves, cavalgadas, trilhas e focagem noturna estão entre as atividades encontradas em diferentes propriedades e áreas pantaneiras.
Além disso, algumas programações incluem experiências relacionadas à pesca, gastronomia, vida rural e projetos ambientais. Com isso, os dias podem reunir atividades em horários e ambientes variados.
A combinação entre experiências terrestres e fluviais permite percorrer diferentes partes do território e observar a movimentação da fauna ao longo do dia. Para ampliar as opções antes de montar o roteiro, veja o guia completo sobre o que fazer no Pantanal.
1. Passeio de barco
O passeio de barco é uma das principais formas de percorrer rios, baías e outros ambientes aquáticos utilizados pela fauna pantaneira.
Ao longo do trajeto, jacarés, capivaras, ariranhas e diversas aves podem aparecer nas margens ou dentro da água. Dependendo da região, a navegação também permite acessar áreas utilizadas por grandes mamíferos.
O início da manhã e o final da tarde costumam fazer parte da programação por apresentarem boas condições para observação e fotografia. Nesses horários, diferentes espécies podem se movimentar próximas às margens.
Além disso, guias acompanham o percurso, ajudam a identificar animais e compartilham informações sobre os ambientes encontrados ao longo do rio.
Algumas embarcações menores conseguem percorrer canais e trechos específicos, enquanto estruturas maiores atendem grupos e roteiros com outras características. A escolha depende da região e da operação responsável pelo passeio.
A navegação também ajuda a compreender a importância dos rios para a fauna, para os deslocamentos e para a própria vida no Pantanal.
2. Safári fotográfico e focagem noturna
O safári fotográfico está entre as atividades mais procuradas por quem deseja observar e registrar a biodiversidade pantaneira.
Veículos percorrem estradas e caminhos dentro das propriedades em busca de animais que utilizam campos, matas e áreas próximas à água. Ao longo dos trajetos, guias observam rastros, vocalizações e movimentações que ajudam a identificar diferentes espécies.
O amanhecer e o final da tarde aparecem com frequência na programação devido à atividade de alguns animais e às condições de luz para fotografia. Além disso, cada percurso pode apresentar encontros diferentes conforme a época e o local.
Já a focagem noturna apresenta outro período da vida no território. Com o auxílio dos guias, lanternas são utilizadas para localizar reflexos dos olhos e sinais de espécies com hábitos noturnos.
Tamanduás, aves, pequenos mamíferos, felinos e répteis podem aparecer durante essas saídas, dependendo da área e das condições naturais.
Como os animais permanecem em vida livre, cada passeio apresenta resultados próprios. Por isso, atenção, silêncio e respeito ao comportamento da fauna fazem parte da atividade.
3. Observação de pássaros
O Pantanal reúne centenas de espécies de aves e oferece diferentes ambientes para observação ao longo do ano.
Araras-azuis, tuiuiús, garças, gaviões e muitas outras aves podem ser encontradas em campos, matas ciliares, margens de rios e áreas alagáveis, tornando a observação parte frequente dos diferentes passeios.
Os percursos específicos de birdwatching costumam acontecer principalmente pela manhã e no fim da tarde. Esses horários coincidem com períodos de maior atividade de diversas espécies e também favorecem a identificação pelas vocalizações.
Guias especializados ajudam a reconhecer cantos, plumagens e padrões de voo, além de explicar como cada ave utiliza os diferentes ambientes da região.
Binóculos e câmeras com lentes de maior alcance contribuem para a atividade, embora muitas espécies também apareçam próximas às estradas, pousadas e áreas de passeio.
Com atenção ao entorno, a observação de aves acompanha boa parte da viagem, mesmo quando não aparece como uma atividade exclusiva dentro do roteiro.
4. Avistamento de onças
Observar a onça-pintada em ambiente natural está entre as experiências mais procuradas por quem viaja para o Pantanal com interesse em fauna.
A espécie está presente em diferentes áreas da planície, enquanto algumas regiões concentram roteiros específicos de observação. No Pantanal Norte, Porto Jofre se destaca pelas saídas fluviais realizadas em rios e canais frequentados pelo animal.
Durante os percursos, guias acompanham margens, vegetação, bancos de areia e outros sinais que podem indicar a presença das onças. O conhecimento sobre os hábitos da espécie ajuda a orientar a procura durante as navegações.
Os avistamentos acontecem de acordo com o comportamento natural dos animais e não podem ser garantidos. Por isso, realizar diferentes saídas ao longo da estadia amplia as oportunidades de encontro.
A observação também acontece mantendo distância adequada e seguindo as orientações dos profissionais responsáveis, preservando a segurança e o comportamento da fauna.
Para conhecer melhor a espécie e entender como funcionam esses roteiros, consulte o conteúdo sobre onça-pintada no Pantanal.
5. Cavalgada
A cavalgada apresenta uma forma de deslocamento diretamente ligada à história e à rotina das propriedades pantaneiras.
Durante o passeio, o viajante percorre campos, áreas de vegetação e trechos utilizados tradicionalmente no cotidiano rural. O ritmo do cavalo também permite observar a paisagem e acompanhar a fauna ao longo do percurso.
Araras, cervos, jacarés, capivaras e outras espécies podem aparecer durante a atividade, dependendo da localização e do horário.
Guias locais acompanham os grupos e compartilham informações sobre a propriedade, os caminhos e aspectos da cultura pantaneira. Dessa forma, a atividade também ajuda a compreender o papel do cavalo na vida rural da região.
A duração varia conforme o roteiro, e algumas experiências incluem paradas em pontos de observação ou áreas específicas da fazenda.
Para quem deseja conhecer a relação entre paisagem, atividade rural e presença do cavalo no Pantanal, a cavalgada acrescenta uma perspectiva importante à programação.
6. Trilhas
As trilhas permitem percorrer o Pantanal a pé e observar detalhes que podem passar despercebidos durante deslocamentos de carro ou barco.
Ao longo do caminho, pegadas, plantas, sons e outros sinais ajudam a identificar a presença da fauna. Além disso, os guias explicam características da vegetação e dos ambientes atravessados durante a caminhada.
Os percursos variam em extensão e dificuldade. Existem trilhas mais curtas e outras que exigem maior tempo de caminhada, enquanto o nível das águas também interfere nos caminhos disponíveis em cada época.
Em alguns locais, os trajetos chegam a rios, áreas abertas ou pontos de observação da paisagem. Assim, a atividade pode complementar safáris e navegações ao apresentar o território em outra escala.
Como a caminhada acontece em ritmo mais lento, a atenção se volta para detalhes da vegetação, rastros e sons presentes ao redor.
Para conhecer outras atividades disponíveis, veja também o conteúdo sobre passeios no Pantanal.

Onde ficar no Pantanal?
A escolha da hospedagem interfere diretamente na rotina da viagem ao Pantanal, principalmente porque muitos passeios começam nas primeiras horas da manhã, no fim da tarde ou durante a noite. Por isso, além da estrutura oferecida, vale observar a localização da propriedade e o tempo necessário para chegar às áreas onde acontecem as atividades.
No Pantanal Norte, Poconé funciona como uma das principais referências por dar acesso à Transpantaneira. Ao longo da estrada, pousadas e propriedades servem como base para safáris, cavalgadas, observação de aves e outras experiências. Mais ao sul, Porto Jofre concentra parte importante dos roteiros fluviais, principalmente aqueles dedicados à observação da fauna.
No Pantanal Sul, Miranda, Aquidauana e Corumbá dão acesso a diferentes propriedades e regiões da planície. Portanto, a escolha da base acompanha as atividades previstas e a logística de cada roteiro.
Algumas propriedades também oferecem alimentação, passeios e deslocamentos internos integrados à estadia. Antes de comparar somente o valor da diária, vale verificar quais serviços estão incluídos e onde começam as atividades.
Para conhecer melhor as regiões e possibilidades de acomodação, consulte o guia sobre onde ficar no Pantanal.
Quanto custa uma viagem ao Pantanal?
O custo de uma viagem ao Pantanal varia conforme a região, a duração, a época, o padrão da hospedagem e as atividades incluídas. Além disso, passagens aéreas e deslocamentos entre aeroportos, cidades e propriedades representam uma parte importante do orçamento.
Pousadas e lodges trabalham com formatos diferentes. Em algumas propriedades, alimentação e parte dos passeios já estão incluídas na hospedagem. Em outras, safáris, navegações, cavalgadas e demais experiências são contratados separadamente.
Os transfers também precisam entrar nessa conta, principalmente porque algumas hospedagens estão localizadas a várias horas de Cuiabá, Campo Grande ou das cidades utilizadas como referência.
Por isso, comparar o valor completo do roteiro costuma oferecer uma referência melhor do que analisar somente a diária. Antes da reserva, confira o que está incluído em hospedagem, alimentação, transporte, acompanhamento de guias e atividades.
A antecedência também pode influenciar os valores, sobretudo nas passagens aéreas e nos períodos de maior procura. Com essas informações reunidas, fica mais fácil organizar um orçamento compatível com o roteiro escolhido.
Dicas para uma viagem ao Pantanal
Alguns cuidados práticos ajudam a aproveitar melhor os dias e deixam a programação mais adequada às características da região:
- Organize os deslocamentos com antecedência: as distâncias podem ser longas, portanto considere o tempo entre aeroportos, cidades, propriedades e pontos de saída dos passeios.
- Escolha roupas adequadas para atividades ao ar livre: peças leves, roupas de manga longa, calçados confortáveis, chapéu ou boné ajudam durante a rotina de safáris e caminhadas.
- Leve proteção para sol e insetos: protetor solar, repelente e água precisam acompanhar boa parte dos passeios.
- Considere um binóculo: o equipamento facilita a observação de aves e de animais mais distantes sem interferir no comportamento da fauna.
- Prepare os equipamentos fotográficos: lentes com maior alcance, baterias extras, cartões de memória e proteção para câmera são úteis para quem pretende fotografar animais.
- Considere mudanças de temperatura: algumas manhãs e noites podem ser mais frescas, por isso uma peça adicional de roupa pode fazer diferença.
- Experimente a gastronomia pantaneira: peixes de água doce, arroz carreteiro e outros preparos regionais apresentam referências da cultura local ao longo da viagem.
- Em viagens com crianças, ajuste o ritmo da programação: passeios mais curtos, intervalos para descanso, hidratação e hospedagens próximas às atividades ajudam a organizar os dias em família.
- Respeite a fauna e os ambientes visitados: mantenha a distância indicada pelos guias, evite alimentar animais e siga os percursos estabelecidos durante safáris, trilhas e navegações.
- Confirme as condições antes da saída: nível das águas, clima e programação podem alterar acessos e exigir adaptações nos itens levados para a viagem.
Esses cuidados complementam o planejamento e ajudam a preparar a rotina de uma viagem com atividades realizadas em diferentes horários e ambientes.
Conheça a Expedição Pantanal da Vivalá
A Vivalá realiza expedições pelo Pantanal Norte, com ponto de encontro em Cuiabá e uma programação que percorre diferentes áreas da Transpantaneira. O roteiro é organizado para distribuir hospedagens, deslocamentos e experiências ao longo dos dias.
Safáris terrestres, navegações, focagem noturna e outros momentos de observação da fauna podem fazer parte das saídas, conforme a duração e a programação da expedição. As atividades acontecem em diferentes horários para acompanhar as características de cada ambiente e a movimentação dos animais.
As acomodações variam conforme cada saída e podem incluir Piuval, Rio Claro, Aymara, Porto Jofre e Berço Pantaneiro, integradas à logística prevista para o roteiro.
Além disso, profissionais que conhecem a região acompanham diferentes etapas da experiência e compartilham informações sobre animais, rios, estradas e características do território pantaneiro.
Para consultar datas, roteiro, hospedagens e atividades incluídas, conheça a Expedição Pantanal da Vivalá.
Com época, duração, hospedagem e atividades organizadas, a viagem ao Pantanal ganha uma programação compatível com as distâncias e com os diferentes horários de observação, reservando mais tempo para conhecer a fauna, as paisagens e a cultura da região.

Referências
Embrapa Pantanal. Informações sobre características ambientais, clima, ciclo das águas e dinâmica do Pantanal.
Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, ICMBio. Informações sobre biodiversidade, fauna e conservação do Pantanal.
Instituto Onça-Pintada. Informações sobre biologia, observação e conservação da onça-pintada.
WWF-Brasil. Conteúdos sobre biodiversidade e conservação da onça-pintada.
Visit Pantanal. Informações sobre turismo, acessos e regiões do Pantanal.
Vivalá. Expedição Pantanal e conteúdos editoriais sobre hospedagem, passeios, acessos e planejamento da viagem.



